INQUÉRITO
Company of Heroes 2
Lançamento: 25 de junho 2013
Disponível para: PC
Editora: THQ
Realização: Relic
Género: Estratégia
Company of Heroes 2
Como superar o que muitos consideram ser o melhor jogo de estratégia em tempo real de sempre? A Relic pensa ter a resposta e, pelo que vimos, parece estar no caminho certo.
Quarta, 08 Agosto 2012 15:25Por: Duarte Pedreño

Convicta de que há histórias por contar da Segunda Guerra Mundial, a Relic convida-nos a conhecer a Frente Leste. O embate entre a máquina de guerra nazi e a mobilização soviética ficou marcado pelo rigoroso inverno de 1941/42, que resultou no início do fim da supremacia militar do Terceiro Reich na Europa.
GENERAL INVERNO
Muito tem sido discutido sobre o frio em Company of Heroes 2. Talvez o elemento que mais ajudou as tropas soviéticas a travar as forças invasoras tenha sido o frio extraordinário do inverno. A estação marca presença no jogo, com implicações para além da componente gráfica.
Na verdade, o sistema dinâmico de meteorologia é uma das principais características estreantes em Company of Heroes 2 e afeta o terreno e as tropas. Aventurarmo-nos fora dos trilhos marcados comporta um risco adicional, uma vez que as nossas unidades (em especial a infantaria) perdem mobilidade e deixam rastos marcados na neve. Já o gelo está vulnerável a alterações, podendo ceder com o peso de tanques ou quebrar com o embate de projéteis lançados pela artilharia inimiga (ou num infeliz acaso, até amigável), mergulhando as nossas tropas em águas mortíferas. O rio acaba por voltar a gelar, reconstruindo a passagem perigosa, para voltarmos a aventurar-nos, preferivelmente com sucesso.

A vontade da equipa é ser fiel às dificuldades reais encontradas por ambos os lados na Frente Leste, e as baixas temperaturas foram o maior perigo que os soldados enfrentaram. O vento cortante é um inimigo subtil, mas implacável, capaz de derrotar qualquer unidade de infantaria desabrigada.
Não querendo “punir” os jogadores, garante Quinn Duffy, há formas de combatermos o frio, formas essas que constituem um novo elemento tático. Para evitar que as unidades de infantaria gelem até à morte, podemos construir fogueiras, que manterão os soldados quentes, e abrigarmo-nos do vento em edifícios ou atrás de muros.

MAIS REALISTA
Acabaram as unidades omniscientes. Avançar por uma cidade assemelha-se ao processo real, e a qualquer momento podemos ser emboscados por não sabermos o que nos espera atrás de um prédio abandonado. Com o sistema TrueSight, o cenário revela-se conforme o campo de visão real das unidades. Isto significa que, até um grupo de soldados cruzar uma esquina, não sabemos o que nos espera.
Noutra frente, temos os edifícios destrutíveis, a possibilidade de capturarmos veículos inimigos – podemos usá-los para bloquear passagens, montar armadilhas ou simplesmente combater – e soldados capazes de saltar cobertura em vez de a circundarem. O potencial de Company of Heroes 2 apresenta-se muito superior ao original. A exigência, tanto em situações de ataque como de defesa, é muito maior, mas apenas porque temos ao nosso dispor mais opções táticas e mais fatores externos (como é o caso dos elementos da natureza) a ter em conta.

CHAMADOS ÀS FILEIRAS
Company of Heroes 2 permanece sem data final de lançamento, apenas com uma perspetiva de chegar às lojas no início de 2013. Há muito ainda por revelar sobre a antecipada sequela, mas, pelo que pudemos ver, o título não vai ficar aquém das expectativas dos fãs no que diz respeito à campanha a solo.
Quanto ao multijogador, a Relic vai manter as águas separadas por agora. Os mapas do original vão ficar de fora, assim como os diferentes exércitos, contando apenas com os cenários criados para Company of Heroes 2 e as fações alemã e soviética. O diretor do projeto, no entanto, explica que a equipa não vai ficar por aqui e que vai acompanhar o jogo e apoiar a série com expansões e conteúdo adicional.
MAIS INFORMAÇÕES E A ENTREVISTA COM QUINN DUFFY, O DIRETOR DE COMPANY OF HEROES 2, NA EDIÇÃO DE SETEMBRO DA BGAMER #170














7 Comentário(s) Registe-se ou faça Login para comentar
Há muitas batalhas que podem ser utilizadas no futuro CoH2, e como este se vai focar nos sangrentos confrontos no Leste, o cerco de Estalinegrado, a batalha de Kursk no verão de 1943, tendo ficado famosa por ser a batalha com mais veículos blindados da História, poderão quase de certeza vir a fazer parte do conteúdo deste grande RTS.
Pensando num futuro mais longinquo, a THQ poderia premiar os seguidores desta série com uma campanha desenrolada no pacifico e colocar-nos na liderança das tropas americanas e nipónicas...
Cumps
Cumps
O Emo Spider-Man não existiu... não existiu.
http://i.imgur.com/oGpRh.gif
É assim que um jogador de estratégia fala
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