INQUÉRITO
WRC 3
Lançamento: Outubro de 2012
Disponível para: PC, PlayStation 3, Xbox 360
Editora: Black Bean
Realização: Milestone
Género: Condução
WRC 3: Entrevista com Armindo Araújo
A BGamer viajou até Loutraki, na Grécia, onde assistiu ao evento de apresentação do novo WRC 3 e ainda teve tempo de conversar com Armindo Araújo.
Segunda, 18 Junho 2012 12:11Por: Bruno Mendonça
Sabíamos que a Milestone tinha convidado um dos pilotos oficiais do WRC, que nesse fim de semana disputavam o Rali da Acrópole, para marcar presença no evento de apresentação do novo WRC 3. Os jornalistas tinham sido informados que esse piloto estava a trabalhar diretamente com a produtora italiana, fornecendo feedback precioso sobre a física e o comportamento dos carros em pista. Muitos esperavam por Sébastien Loeb, mas para regozijo deste vosso escriba, quem entrou na sala foi Armindo Araújo que, para surpresa da restante imprensa mundial, e à boa maneira portuguesa, nos estendeu de imediato o bacalhau, saudando a presença de um conterrâneo por aquelas paragens.

O piloto português acabou por ser a grande estrela do evento, mostrando a sua qualidade ao volante da versão apresentada do novo WRC 3, e acedendo a todos os pedidos para entrevistas por parte dos vários jornalistas. No dia seguinte ainda foi possível assistir ao arranque oficial do rali. Na próxima edição da BGamer podem contar com a reportagem completa sobre o jogo, mas para já fiquem com a entrevista a Armindo Araújo:
BGamer: Qual a sua opinião sobre a série WRC e aquilo que mais o surpreendeu nesta última edição do jogo que será lançada em outubro?
Armindo Araújo: Acima de tudo, acho que o jogo tem vindo a melhorar a cada nova edição. O progresso tem sido muito bom e o novo WRC 3 é o culminar dessa evolução. Para já, gostava de destacar o realismo das “especiais” e o ambiente em redor destas provas que, na minha opinião, melhorou imenso. Ao nível da condução nota-se também que o comportamento dos carros está bastante mais credível, existem mais detalhes em termos de apresentação, como a inclusão das fotografias dos pilotos nos menus, a questão das afinações mecânicas está também mais completa, com mais parâmetros para alteração, o que é sempre bom, ou seja, acima de tudo a produtora está cada vez mais interessada nos detalhes e penso que está a trabalhar muito bem.

BG: O Armindo é um dos pilotos que trabalha diretamente com a Milestone, fornecendo feedback em relação ao jogo. Que informação tem passado à produtora e como funciona este processo?
AA: Bom, pelo que eu consigo perceber a produtora tem dado muita importância à opinião dos jornalistas especializados como tu, e o meu feedback foi já parte final em relação ao acerto do carro, na questão das travagens e na performance do jogo ao nível da jogabilidade. Estive recentemente a realizar testes com a primeira versão do jogo e alterámos algumas coisas, como a questão das travagens, que era um ponto que ainda não estava bem afinado. Depois foi tudo trabalhado nos estúdios da Milestone em Itália, e esta versão que jogaste hoje já estava muito melhor. É preciso destacar a rapidez com que a equipa realiza as alterações no código de jogo após o feedback dos pilotos, e a abertura deles para melhorar estes parâmetros mais técnicos em função da nossa opinião e dos conselhos que nós damos. Dou os conselhos todos que posso e que sei, embora eu admita que não sou um especialista em videojogos, mas o “feeling” que eu tenho tento-o passar, no sentido de que a minha experiência possa ajudar a tornar o jogo ainda melhor.
BG: Refere que não é um especialista em videojogos, mas joga WRC durante o ano?
AA: Na verdade, não costumo jogar muito, mas sempre que tenho essa possibilidade é sempre alguma coisa relacionada com carros. Devido a esta parceria com o jogo oficial do Mundial de Ralis tenho jogado mais do que era habitual, mas infelizmente não tenho muito tempo. De qualquer forma, tenho lá WRC em casa e tudo o que mete carros é o que me interessa.

BG: No ano passado WRC 2 teve direito a uma capa especial para Portugal com a presença da imagem do Armindo Araújo. Podemos contar com o mesmo para este ano?
AA: Bom, isso ainda não está decidido. Eu tenho um excelente relacionamento com a distribuidora do jogo no nosso país, a Ecoplay, e agora vamos aguardar para vermos o que vai acontecer para WRC 3.
BG: Quais as expectativas aqui para o Rali da Acrópole e para o que resta do Mundial?
AA: Este é um ano em que estamos a realizar todas as provas do campeonato. É um ano em que temos de desenvolver muito o carro, e onde só estamos a fazer corridas, sem um plano de testes. Tem sido um ano extremamente difícil, porque o objetivo é preparar o carro o melhor possível. É necessário perceber o que é preciso alterar para tornar o MINI mais competitivo e mais resistente, e desse modo esta fase não é fácil. Acima de tudo, estamos a trabalhar para o futuro. Aqui na Grécia vai ser um desafio enorme, porque os troços estão muito duros, com muita pedra, e nós vamos ter de ser extremamente inteligentes para salvaguardar o carro em determinadas situações se quisermos chegar ao fim.

Relembramos que Sébastien Loeb, em Citroën, foi o grande vencedor do Rali da Acrópole, na Grécia, naquela que foi a sexta prova do Mundial de Ralis, com o companheiro de equipa Mikko Hirvonen a conquistar o segundo lugar, completando assim a dobradinha para a marca francesa. O lugar mais baixo do pódio foi alcançado pelo finlandês Jari-Matti Latvala, em Ford, enquanto o português Armindo Araújo foi apenas 11º, após mais uma prova onde o MINI voltou a demonstrar alguma falta de fiabilidade em pisos de terra mais duros.














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