INQUÉRITO
VEREDICTO
52
Risen 2: Dark Waters
Lançamento: 27 de abril de 2012
Disponível para: PC, PlayStation 3, Xbox 360
Editora: Deep Silver
Realização: Piranha Bytes
Género: RPG
Risen 2: Dark Waters
Meses depois do lançamento no PC, a versão consolas de Dark Waters mantém os mesmos problemas, não levando em consideração as melhorias feitas nas suas atualizações. O resultado é um RPG medíocre, cheio de bugs e decisões de design medíocres.
Segunda, 13 Agosto 2012 16:12Por: Rui Parreira

EPIC
PIRATAS DAS CARAÍBAS
Dark Waters apresenta um ambiente paradisíaco dos sete mares, inspirado em obras como os Piratas das Caraíbas. Rum, papagaios, palas nos olhos, pernas de pau e mapas de tesouros escondidos são apetitosos clichés oferecidos neste RPG, temperados com muita magia negra, patas de galinha e vudu. Mas será este ambiente, pouco explorado no género, suficiente para nos envolver nesta aventura?
FAIL
PROBLEMAS TÉCNICOS
A versão de PC foi lançada com diversos problemas, levando ao adiamento das versões de consolas. O problema é que enquanto o PC recebeu diversas atualizações que acabaram por melhorar o jogo, nas consolas este período extra de produção não só não se refletiu em melhorias, como acaba por ser uma versão inferior. Existem quebras de framerate incompreensíveis em ambientes interiores, os elementos gráficos são desenhados a poucos metros da nossa visão, entre outros problemas que tornam difícil desfrutar desta aventura. As texturas das personagens são medíocres e as animações são robóticas, salvando-se alguns cenários exteriores paradisíacos, naturais e coloridos, e alguma variedade entre as diversas ilhas a explorar.
DESIGN MEDÍOCRE
O jogo apresenta elementos de design medíocres, nomeadamente o diário de quests confuso e a obrigação de procurar e comprar os respetivos mapas das ilhas para permitir seguir os objetivos das missões. O comportamento dos NPC é errático, principalmente quando adotam posturas agressivas: por vezes quando desembainhamos uma espada, sem querer, dentro de uma casa privada, os habitantes tornam-se de imediato hostis. Noutras podem ser atacados por nós, sem sequer responderem. A experiência, designada como pontos de glória, permite desenvolver alguns níveis de atributos, mas as habilidades têm de ser treinadas nos diversos comerciantes em troca de ouro. Como o dinheiro é bastante escasso, terão de passar muito tempo a juntar o mealheiro para melhorar a personagem. Isto faz-nos parecer ridiculamente fracos perante criaturas aparentemente fáceis como javalis ou caranguejos.

SISTEMA DE COMBATES
É um dos principais problemas do jogo. Os ataques resumem-se ao esmagar de um botão, sem qualquer função de defender. A versão de PC recebeu, numa atualização, a possibilidade de rebolar e bloquear ataques, algo que ficou de fora nas consolas. Até um simples pontapé para afastar os inimigos é uma habilidade a desbloquear. Precisarão de muitas horas para acederem a mosquetes e à magia, que tornam a experiência mais agradável. Até lá é uma autêntica prova de resistência à paciência dos jogadores.
VEREDICTO
Com a série Gothic e agora Risen, a Piranha Bytes já deveria ter ganho experiência suficiente para desenvolver um título RPG sem os mesmos erros do passado. Os mesmos problemas, bugs e decisões de design continuam a ensombrar a experiência dos jogadores e algumas ideias acabam por sair claramente debilitadas. Em relação ao primeiro jogo, é um passo atrás, e com tantas propostas do género atualmente, com valores de produção bastante superiores, como Skyrim e The Witcher 2, é difícil Risen 2 ter qualquer espaço devido a tantos problemas. Somente para os jogadores que tenham paciência para passarem as primeiras longas horas a desenvolver a personagem e “combaterem” contra um mau design e diversos bugs do jogo.
MAIS INFORMAÇÕES NA EDIÇÃO DE SETEMBRO DA BGAMER - #170














2 Comentário(s) Registe-se ou faça Login para comentar
Sim tem falhas, infelizmente Piranha tem algumas falhas no início. Apesar disso, com os patch conseguem corrigir quase sempre.
O diário de quests não é confuso mas sim pouco detalhado,é certamente menos confuso para mim do que o menu do skyrim. No jogo nunca somos obrigados a comprar mapas, há sempre outra maneira de os arranjar. Diferentes maneiras de fazer quests, etc.
Não devemos esquecer que o jogo é feito ao estilo hard rock. É difícil, por vezes exagerado mas é mesmo isso que atrai os fans de gothic, lutar pela diversão. Piranha Bytes ganhou experiência suficiente para fazer títulos que estamos a espera que façam. Risen 2 não seria o mesmo sem os skills comprados. O jogo não é perfeito mas na minha opinião é um dos melhores deste ano. Continuarei a jogar jogos deles e ai deles que mudam o seu estilo pessoal.
PS A banda sonora é muito boa.
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